Rollin’ and tumblin’
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nov
28

Nossa, nem lembrava meu user name. Bom, não vou falar mais sobre mentiras pelo simples motivo de que eu não estou mais com vontade, e acho esse livre arbítrio uma coisa linda.

Ok, o título do post está em inglês porque essa frase é de uma música do Pink Floyd (a melhor banda de rock que já existiu!). Tudo isso para dizer que depois de 3 semanas fora eu estou em casa, de férias. Durante essas 3 semanas só pensava em voltar, estava com muita saudades de todos por aqui. Terça quando cheguei foi bom. Quarta quando levantei estranhei tudo! Parece que não estava em casa. Achei que quinta estaria mais habituado, mas parece que me enganei, amanha é sexta e a esperança continua.

Não sei explicar o que exatamente parece estranho. A cidade é muito diferente, quando eu chego na minha rua é estranho, sei lá por que, mas é! Acho que estando aqui tenho que viver um pouco em função das pessoas, coisa que eu já tinha perdido o hábito. Meu quarto de Criciúma parece mais confortável que o daqui, apesar de lá não ter ar-condicionado, parece mais meu e menos dos meus pais. Agora cheguei ao ponto! Ando muito querendo voltar, por várias razões, acho as faculdades daqui muito melhores que a de lá, as oportunidades aqui parecem serem maiores também. Aqui estou mais perto da minha namorada (adoro ela). Os amigos que eu tenho aqui são insubstituíveis. Também aqui tem pubs, tem a cidade baixa com seus botecos, tem vários cafés… Mas tem um ponto crucial nessa questão de voltar, eu teria que morar com meus pais. Minha relação com eles é exelente! Mas nesses 3 dias que estou aqui ando pensando se eu ainda pertenço a essa casa. São questionamentos que eu não faço a menor idéia das respostas. Mas quer saber? Acho tudo isso muito produtivo pra mim!

nov
09

Começo hoje a série de posts “O mundo é uma mentira” Já tinha chegado a essa conclusão, mas vi um filme que fez essa idéia vir a tona novamente, se chama Zeitgeist, ai vai um link:  http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024, é só clicar e esperar, não precisa baixar.

Para uma breve introdução: Vou comçar essa série com coisas básicas, não vou pegar pesado. Então vamos lá. Sabe aquelas garrafas de vinho caríssimas, de uvas cultivadas pelas freiras beatas do monastério tal na encosta dos Pirineus, na França…? MENTIRA! Devem ter sidas cultivadas ali em Bento Golçalves mesmo! Outra, uma vez li uma entrevista com o guitarrista Jeff Beck em que o entrevistador perguntou como ele tinha feito o timbre da faixa tal do álbum tal, que era perfeito. O Jeff Beck respondeu: perfeito nada! Eu toquei com uma Squier (guitarra inferior as que ele costuma usar) e com um pedal que mais parece ter vindo de brinde numa caixa de Sucrilhos… Mas se ele quisesse dizer que tinha usado um equipamento de tal marca os críticos diriam:essa marca é de mais. Mas… seria mais uma MENTIRA! Ainda no ramo da música… Sempre ouvi dizer que um corpo de guitarra reformado nunca fica o mesmo. Ai esses dias vendo um video do Pink Floyd reparei que a guitarra do David Gilmour tinha um enxerto de uma possivel substituição de ponte. O concerto mais grosso que alguém pode fazer no corpo de uma guitarra, altamente não recomendado para um imortal como eu. Mas a Fender (uma das melhores marcas de guitarra) lançou o modelo David Gilmour que deve custar umas boas 2.000,00 mil doletas. Ah tá, fuinciona assim: se fosse na minha guitarra seria uma merda, mas na do Gilmour ficou o bicho! MENTIIIRA!

Nos próximos posts da série das mentiras a coisa vai ficar mais feia. Vou derrubar alguns paradigmas. Aliás, paradigmas são _____________! Complete a lacuna.

See ya!

out
24

Nesses ultimos dias fiquei extremamente contente em ter noticias de amigos que estão morando fora do Brasil. Vi meu grande amigo Frank, que passou por Porto Alegre e tive a oportunidade de falar com três amigos que foram para Europa, dois deles foram levar a diante uma vida relacionada à arte e o outro trabalha e estuda, nada a ver com arte, mas toca uma guitarra absurda. Um deles é fotógrafo (na verdade ele tá fazendo o curso, mas já tem a manha da coisa), mora em Milão junto com uma galera, é o Rodrigo Marroni. O outro é o Rafael Hauck, que esta estudando , pelo que eu entendi, marketing musical numa facul de Londres. O terceiro é o Vinícius Valenti, músico nato!

Bom, estou falando tudo isso pra manifestar minha extrema felicidade por esses caras, ao que fiquei sabendo eles estão evoluindo no que fazem e mais do que isso, estão bem felizes com suas escolhas, pois não é fácil deixar a vida confortável da casa da mamãe para se jogar em cidades como Londres ou Milão, sem noção nenhuma de se as coisas darão certo.

Fiquei realmente contente com algumas coisas. O Rafa trabalha em estúdios de gravação, ele tinha o dele em Porto Alegre, gravou Comunidade Ninjitsu e outras bandas de certa expressão no cenário musical (eu não gosto de Comunidade, mas que é uma banda de expressão é). Esses dias vi no blog dele a possibilidade de alguma ligação, não sei se trabalho ou estágio, no legendário Abbey Road Studios. Vou brindar com um bom charuto se ele conseguir isso. Ainda mais porque sou amigo de infância do Rafa e segundo ele, ele entrou nessa vida da múscia porque certa vez na minha casa ele viu um clip do Dire Straits eu acho, e despertou o artista dentro de si. Nem sei se isso é verdade, mas uma coisa é certa, eu já comecei a desenvolver um orgulho por isso ter acontecido na minha casa, na minha presença.

Já o Marroni eu conheço desde os tempos do colégio. Foi um dos caras de outra turma que eu conheci numa época em que eu odiava o Farroupilha e estava pensando em sair de lá. Então conheci o Marroni, o Vinícius,  o Thiago em fim… caras que me fizeram preceber que tinha muita gente interessante no colégio, fora meus colegas de turma, claro. Depois convivi mais com ele nos cursinhos da vida… Ai então percebi que o cara é muito talentoso. Ele me mostrou algumas fotos que ele tá publicando num site e elas são geniais, eu poderia ficar horas olhando para elas, mas ao mesmo tempo os temas são simples. Aqui tá uma palhinha do trabalho doc cara (http://www.flickr.com/photos/mondoartphotographia/). Ele desenha, pinta, esculpe, faz foto, toca um violãozinho bem legal. Fiquei muito feliz quando ele finalmente largou a medicina e foi fazer o que ele sabe fazer e bem: arte.

Já o Vinícius fez uma facul de administração ou economia em Porto Alegre, trabalhou uns tempos lá, mas deve ter percebido que na Europa as pessoas não precisam se sujeitar a certas coisas como trabalhar muito para levar uma vida “mais ou menos”, se expôr a violência, conviver com tantas cabeças fechadas e foi pro velho continente “de mala e cuia”. Acho que Londres é uma cidade boa para ele. Espero poder fazer um som com esse cara quando ele estiver em Porto Alegre.

Já ao Frank cabe o comentário de que, como sempre, foi bom revê-lo e isso me deixou muito feliz também, na noite de sexta e na tarde de sábado o tempo passou voando. Parece que fica faltando algo na cidade quando algum amigo está fora, mas que bom que ele vem em dezembro de novo.

Deu, passou a vontade de manifestar minha incrível satisfação em relação a esses amigos.

out
23

Foi trágica a morte de Eloá. Quando fiquei sabendo me senti desapontado mesmo. Mas bom… a vida segue normal. Agora o que eu realmente acho o fim da picada é uma pequena multidão de Zé Povinho que nem conhecia ela ir ao enterro. Quer dizer, no meio da tarde, num dia de semana… ah francamente! Ou estavam lá para aparecer, ou para viver um pouco a vida da familia da vítima numa busca de se alimentar da desgraça do próximo. Tem gente que não consegue ficar longe da tragédia, da tristeza, da doença… Acho que falta independência pessoal para nós brasileiros, aquela coisa de não se importar com a vida dos outros e cuidar da sua própria, também isso não quer dizer ignorar o sofrimento alheio. Se essa multidão fosse na porta da delegacia, xingar os policiais seria mais produtivo. Mas o xingamento veio contra a justiça “isso não pode mais acontecer, ele matou ela e fica ai, impune”. Calma lá! O cara nem foi julgado ainda. Outra… ele é doente, precisa ser psiquiatra para perceber isso?!

out
23

É… cada vez mais eu me convenço que minha cabeça é muito dinâmica, mas não necessariamente isso seja positivo, já que há infinitas direções para onde se mover, para trás, inclusive. Resumindo: resolvi mudar o nome do blog, no momento achei rollin’ and tumblin’ (nome de um blues classico de Muddy Waters) mais apropriado, mais adulto… sei la. Significa algo como “vagando por ai e caindo”. Sim, tem duplo sentido! Muitas coisas no blues tem duplo sentido, e geralmente no fundo, no fundo, quer dizer o sentido mais perverso da coisa, mas aqui eu considerei o sentido mais filosófico da frase.

Rollin’ and tumblin’ é legal e acho que vai ficar.

out
20

Terminei de ler a autobiografia do Eric Clapton. Sou fã do cara, mas não gosto muito de admitir isso. Minha curiosidade passa da música dele e vai até sua vida, personalidade e tal, por isso li a autobiografia. Por que a minha curiosidade vai além da música? Porque muitas vezes ele toca a coisa certa referente a um sentimento. Funciona assim: um artista tem um sentimento, faz a arte, eu a consumo e a traduzo para o meu sentimento, essa tradução que eu faço da arte do clapton me atinge em cheio. E é dessa forma que se cria um vínculo entre o artista e o público. Por esse motivo me interessei pela vida do cara, algo tipo: será que eu tenho alguma coisa a ver com ele em termos de personalidade?! A resposta é sim, até tenho, mas não quero falar disso. Quero falar que o livro é uma sessão de terapia de Eric, coisa que ele faz há tempos, desde que começou a se livrar das drogas. Aliás, nem sabia que a relação Clpaton & drogas tinha sido tão pesada. O cara é ex-viciado em heroína e álcool, fora muitos baseados, muitas carreiras de cocaína e alguns LSDs. O legal é q ele não poupa ninguém, fala o nome de todos seus parceiros de drogadição e bebedeiras.

E. C comfirma muitas histórias como a do seu casamento com Patt, ex-mulher de George Harison, em que só faltou Lennon para que os Beatles dessem uma canja após seu fim.

Um dos momentos baixos do livro é quando ele fala sobre o acústico, disco que ele não quis lançar e que foi o disco mais vendido na sua carreira, com o menor orçamento, e o mais rápido de fazer. Mas termina o paragráfo dizendo “Mas se vc quer realmente saber quanto ele me custou, vá até Repley e visite o túmulo do meu filho”.

Bom… é um bom livro para um fã. Acredito que outra pessoa não teria o interesse de ler. Como ele mesmo diz no livro “…não sei a quem essa biografia possa interessar, mas está aí.”

out
20

No primeiro começo perdi o foco (as vezes perder o foco é legal!) da explicação do título do blog… Tá, vamos lá: no clássico episódio do Chapolin ele confude pedras com aerolitos, logicamente porque aerolitos devem se parecer com pedras, então aqui esta o motivo… vou escrever coisas como as pedras e qualquer coisa parecida com pedras, ou seja, parecidas com aquilo que disse q ia escrever.

out
19

Nunca escrevi sobre coisas que eu realmente quisesse, só uns 30 temas de redação de vestibular. Escrevia “jogando para torcida” (os corretores). Agora vou me expressar aqui, quando eu quiser, como eu quiser e sobre o que eu quiser.

O título do blog não é uma mera alusão ao épico episódio do Chapolin colorado, e sim um indicativo da forma variada que os textos terão, ou seja, pedras podem ser irregulares ou arredondadas; leves ou pesadas; grandes ou pequenas… e os aorelitos… bom… eles são compostos de olivina 40%, piroxenas 30%, ligas de Ferro-Níquel 10% a 20%, plagióclases 10%, trolite 6%… bem como textos!

PS: se vc não riu da frase a cima terá dificuldade de entender algumas coisas do blog, pois não vou ficar explicando as piadas.

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